Loading...
Voltar

Alimentação e Doenças Cardiovasculares

23 Janeiro 2020 | Notícias

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2016, as Doenças Cardiovasculares (DCV) foram responsáveis por cerca de 17,9 milhões de mortes a nível mundial, constituindo a principal causa de morte.

A nível europeu, de acordo com os dados das European Cardiovascular Disease Statistics de 2017, as DCV surgem como a principal causa de morte prematura em indivíduos com idade inferior a 65 anos, associando-se paralelamente a uma elevada morbilidade, com custos económicos associados estimados em 210 biliões de euros anuais.

Em Portugal as DCV continuam a ser as principais responsáveis pela mortalidade e morbilidade, embora tenha vindo a ocorrer um decréscimo na percentagem de óbitos entre 1988 e 2015.

Os fatores de risco para as DCV podem ser classificados em dois grupos, os comportamentais, tais como tabagismo, alcoolismo, sedentarismo e hábitos alimentares desequilibrados e os fatores de risco clínicos, tais como Hipertensão arterial (HTA), Diabetes Mellitus tipo II, Excesso de peso/obesidade, Dislipidemia e Síndrome metabólica.

Segundo as European Cardiovascular Disease Statistics de 2017, os hábitos alimentares desequilibrados foram o fator de risco comportamental que mais contribuiu para a mortalidade por DCV em 2015.

Existem, portanto, regras alimentares que desempenham um papel protetor das doenças cardiovasculares, como por exemplo:

 

  1. Alimentação equilibrada e muito variada tendo em conta as recomendações a Roda dos Alimentos Portugueses.
  2. Restringir o consumo de calorias totais (adequar a energia consumida às necessidades reais e à atividade física).
  3. Fazer 5 ou 6 refeições diárias distribuindo assim as calorias ingeridas de forma harmoniosa, tendo o cuidado de comer calmamente mastigando e insalivando bem os alimentos.
  4. Consumo adequado de alimentos dos grupos dos legumes, hortaliças e frutos, devido à sua riqueza em fibras alimentares, vitaminas (especialmente vitamina C, B e A) e minerais como o selénio, que devido ao seu potencial antioxidante desempenham um papel fundamental na prevenção da aterosclerose.
  5. Preferir peixe à carne. Mesmo os peixes gordos. A riqueza em ácidos gordos polinsaturados da série ómega 3 tornam os peixes um alimento importante na proteção cardiovascular.
  6. Os frutos oleaginosos (nozes, avelãs, amêndoa…) são também importantes dada a sua riqueza em vitamina E, uma vitamina de elevada capacidade antioxidante.
  7. Reduzir o consumo de gorduras saturadas, colesterol veiculado pelos alimentos.
  8. Reduzir ou retirar da alimentação bebidas alcoólicas, sal e café.
  9. Preferir preparados culinários mais saudáveis como cozidos, cozidos a vapor, assados e grelhados.
  10. Evitar fritos, refugados e partículas queimadas resultantes da confeção dos alimentos (nomeadamente assados no forno e grelhados).
  11. Adotar hábitos saudáveis como:  andar a pé diariamente 1hora (10000 passos/dia), praticar desporto adaptado às limitações de cada um, não fumar, ingerir uma boa quantidade de água por dia (1.5 a 2 litros), reduzir a ansiedade e o stress. 

Faça aqui a sua marcação online.

Marcação online